Governo arrecada R$ 8,9 bi em primeiro de três leilões de petróleo - E Dia

Governo arrecada R$ 8,9 bi em primeiro de três leilões de petróleo

Valor é recorde em rodadas de concessão. Apesar do resultado, só 12 dos 36 blocos ofertados foram arrematados nesta quinta

Plataforma de petróleo; novo leilão alcançou valou recorde - Roberto Rosa / Divulgação / CP Memória

No primeiro da série de três leilões de petróleo que o governo fará em 2019, a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) arrecadou R$ 8,9 bilhões ao fechar a concessão de 12 de 36 áreas oferecidas. A 16ª rodada de licitações foi realizada na manhã desta quinta-feira (10).

A disputa foi marcada pela presença das grandes petroleiras, com destaque para a Chevron, que levou cinco áreas, todas como parte de consórcios, e a Repsol, que ficou com quatro.

Ao todo, foram arrematados 12 blocos, de um total de 36 oferecidos. Os blocos que tiveram vencedores ficam nas bacias de Santos e de Campos. Já as bacias da região Nordeste, Pernambuco-Paraíba, Jacuípe e Camamu-Almada - as duas últimas na Bahia, não receberam propostas.

O bônus foi recorde em rodadas de concessão já realizadas pela ANP. O ágio ficou em 322%. O maior desembolso foi feito pelo consórcio formado pela Chevron, Petronas e QPI, R$ 4,029 bilhões por uma das áreas da bacia de Campos.

A empresa Petronas, da Malásia, foi um dos destaques com presença em consórcios que levaram três áreas. Já a Petrobras levou um único bloco - o CM-477, na Bacia de Campos - em consórcio com a BP Energy.

Pré-sal

O leilão desta quinta diz respeito a áreas fora do perímetro do pré-sal, região criada em 2010 para dar exclusividade à Petrobras na operação das maiores reservas de óleo brasileiras. Ainda assim, parte das áreas ofertadas têm reservas signicativas da matéria prima. Estão marcados para novembro dois outros leilões, esses sim referentes à área do pré-sal.

O primeiro deles, que teve o edital aprovado nesta quarta-feira (9) pelo Tribunal de Contas da União (TCU), prevê uma arrecadação de até R$ 106,6 bilhões. Ele diz respeito ao óleo excedente da cessão onerosa, que permitiu em 2010 à Petrobras explorar uma área de sete campos da Bacia de Santos, o que renderá uma produção de até 5 bilhões de barris de óleo equivalente.

Descobriu-se depois, porém, que a quantidade de óleo na área era muito maior que a imaginada, e a exploração agora vai a leilão.

Há ainda leilão de outras áreas em novembro com potencial de arrecadação de R$ 7,8 bilhões.