Bolsonaro passará pela 4ª cirurgia em um ano neste domingo

Presidente será submetido à correção de uma hérnia incisional que surgiu no local em que foi atingido por uma facada na campanha em 2018

Bolsonaro deverá ter pós operatório de dez dias - MATEUS BONOMI/AGIF/ESTADÃO CONTEÚDO

O presidente Jair Bolsonaro será submetido a uma cirurgia neste domingo (8) para correção de uma hérnia (saliência de tecido) incisional que surgiu no local em que foi atingido por uma facada. É a quarta intervenção desde o atentado sofrido por ele durante a campanha eleitoral em 2018, em Juiz de Fora, que completou um ano na última sexta-feira (6).

O procedimento será realizado no Hospital Vila Nova Star, na zona sul de São Paulo, pelo cirurgião Antonio Luiz Macedo, o mesmo que o atendeu após o atentado.

A hérnia incisional é um tipo de acúmulo de tecido que está relacionada a procedimentos cirúrgicos, que deixam a parede abdominal mais frágil. Geralmente afeta pessoas mais velhas que tendem a ter passado por mais cirurgias.

No caso do presidente, a hérnia incisional está localizada na parede abdominal, perto da cicatriz da facada, do lado direito, onde foram realizadas as três intervensões anteriores.

Considerada de médio porte, a cirurgia é realizada sob anestesia geral e por meio de um corte na região afetada. A hérnia é reduzida, empurrada para dentro do abdômen e o orifício é fechado com uma tela, feita de material resistente e próprio para essa correção. O pós-operatório deve levar cerca de uma semana.

Recuperação

O presidente passará o cargo ao vice-presidente Hamilton Mourão de domingo (8) a quinta-feira (12). No dia seguinte, Bolsonaro deverá reassumir a função.

A previsão é que Bolsonaro passe 10 dias na capital paulista em recuperação. A primeira dama, Michelle Bolsonaro, e os filhos Eduardo Bolsonaro e Carlos Bolsonaro vão acompanhar o presidente.

Outras intervenções

A primeira cirurgia foi realizada no mesmo dia do atentado, em 6 de setembro de 2018, em hospital de Juiz de Fora. Cinco cirurgiões e dois anestesistas participaram da intervenção. Durante o procedimento, Bolsonaro precisou receber quatro bolsas de sangue, e teve implantada uma bolsa de colostomia.

Em 13 de setembro, o presidente passou por uma segunda cirurgia, desta vez no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Os médicos reabriram o corte da primeira cirurgia e encontraram a obstrução em uma alça do intestino delgado, que fica na parte esquerda do abdômen.

Bolsonaro voltou a ser internado no Einstein, em São Paulo, em 28 de janeiro deste ano para a retirada de bolsa de colostomia e ligamento do intestino.

Arte / EDIA