Trump propõe a Kim Jong-un reunião na fronteira das Coreias

EFE

Presidente dos EUA chama líder norte-coreano para se encontrar com ele na zona desmilitarizada entre as duas Coreias durante este fim de semana

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, propôs neste sábado (data local, sexta-feira no horário de Brasília) ao líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, que os dois se encontrem neste fim de semana na fronteira entre as duas Coreias.

"Depois de algumas reuniões muito importantes (...), irei do Japão para a Coreia do Sul (com o presidente Moon). Enquanto estou lá, se o líder Kim da Coreia do Norte ver isso, me reuniria com ele na zona desmilitarizada só para apertar sua mão e dizer 'olá'(?)!", escreveu Trump no Twitter.

Trump está no Japão para participar da cúpula do G20, realizada na cidade de Osaka. Depois do encontro, Trump irá a Seul, onde se reunirá com o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in.

O presidente americano também confirmou a jornalistas que, independentemente de Kim aceitar ou não sua oferta, ele planeja visitar neste fim de semana a zona desmilitarizada, à qual já gostaria de ter ido em 2017, durante a primeira visita que fez à Coreia do Sul como ocupante do cargo. Na ocasião, porém, os planos foram frustrados pelo mau tempo.

"Vamos para lá, estaremos (na zona desmilitarizada)", disse Trump ao começo de uma reunião em Osaka com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman.

Trump afirmou que teve de manhã a ideia de convidar Kim para irem juntos à fronteira, e decidiu "medir o terreno" com o tweet, porque não sabe se Kim poderá comparecer.

"Não sei onde está (Kim), pode ser que não esteja atualmente na Coreia do Norte", justificou.

"Se ele for, nos veremos por uns dois minutos. Isso é tudo (o tempo) que poderemos ter. Mas está bem", acrescentou.

A Casa Branca descartou publicamente nesta semana um possível encontro entre Trump e Kim na fronteira entre as Coreias, mas durante uma entrevista na segunda-feira ao jornal "The Hill", o presidente americano disse que "talvez" gostaria de se reunir lá com o líder norte-coreano.

O jornal informou hoje que a Casa Branca lhe pediu para não publicar essa parte da entrevista por razões de segurança, o que coloca em dúvida se Washington já teria negociado com Pyongyang um possível encontro.

De qualquer forma, Trump reiterou hoje o caráter espontâneo de sua proposta, que poderia levar ao terceiro encontro entre os dois governantes durante a visita de 24 horas de duração que fará à Coreia do Sul.

No histórico primeiro encontro, há um ano, em Singapura, ambos se comprometeram a "trabalhar para a completa desnuclearização da península (coreana)", segundo o comunicado final da reunião.

O segundo, realizado no final de fevereiro, em Hanói (Vietnã), acabou sendo mal sucedido devido à falta de um acordo sobre como desenvolver o processo de desnuclearização.

Desde a cúpula de Hanói, os contatos entre as equipes negociadoras dos dois países foram mínimos, e a Coreia do Norte endureceu a retórica em relação a EUA e Coreia do Sul.

Em maio, o regime norte-coreano inclusive testou vários mísseis balísticos de curto alcance, mas a Casa Branca foi muito prudente na reação a respeito para não desperdiçar o diálogo bilateral.

Nas últimas semanas, à medida em que se aproximava a viagem a Japão e Coreia do Sul, Trump retomou o tom amigável em relação a Kim, e os dois trocaram cartas neste mês, a última delas na semana passada, quando o presidente americano disse que o norte-coreano tinha lhe parabenizado quando ele completou 73 anos.