'Se o Irã quiser brigar, será o fim oficial do Irã', afirma Donald Trump

Donald Trump participa de coletiva de imprensa nesta quinta-feira (9) — Foto: Jonathan Ernst/Reuters

Em meio a novas tensões com Teerã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou o seu Twitter neste domingo para fazer novas ameaças ao Irã, prometendo acabar com a República Islâmica.


"Se o Irã quer lutar, esse será o fim oficial do Irã. Nunca ameacem os Estados Unidos outra vez", escreveu o chefe de Estado norte-americano. 


​Recentemente, Trump endureceu as sanções impostas ao país persa, ao mesmo tempo em que sua administração fortaleceu a presença militar dos EUA no Golfo Pérsico, acusando Teerã de ameaçar tropas e interesses americanos na região.

No sábado (18), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammed Javad Zarifhavia, havia dito que a república islâmica "não está buscando a guerra" no final de sua viagem à China, em meio a tensões entre Teerã e Washington.

No entanto, na quinta (16), o Irã havia anunciado que vai aumentar a sua produção de urânio enriquecido.

O país assinou um acordo nuclear em 2015, mas, com a saída dos Estados Unidos desse entendimento, o Irã decidiu que não vai cumprir algumas das metas adotadas.

Conforme o acordo, Teerã tinha permissão de produzir urânio enriquecido até o limite de 300 quilos e de produzir água pesada até o limite de cerca de 130 toneladas. O Irã poderia enviar o excedente para armazenamento ou venda fora do país.

O país decidiu que não vai respeitar limites para a produção de urânio enriquecido e água pesada.

Além disso, o país alertou que começará a enriquecer urânio em nível mais alto dentro de 60 dias –a não ser que outros países não deixem de comprar seu petróleo (os Estados Unidos anunciaram que vão impor sanções econômicas a quem comercializar com o Irã).

Estados Unidos tiraram norte-americanos da região

A embaixada norte-americana em Bagdá, no Iraque, país vizinho do Irã, foi esvaziada. Ficaram apenas os funcionários essenciais para lidar com emergências.

Trata-se de uma movimentação para evitar possíveis ataques de forças ligadas ao Irã, vizinho do Iraque – na semana passada, o governo de Washington revelou que havia detectado ameaças de aliados iranianos a americanos na região.