Cruzeiro empata com Atlético-MG e garante bicampeonato do estadual


Elias marcou primeiro gol neste sábado (20), no Independência, mas Fred, em pênalti marcado pelo VAR, garantiu título para Raposa

O Cruzeiro é de novo o campeão do Mineiro. Em um clássico ainda mais movimentado por conta do VAR (assistente de árbitro de vídeo na sigla em inglês), o time empatou com o rival Atlético-MG por 1 a 1 neste sábado (20), no Independência. Elias abriu o placar para os donos da casa, mas Fred, de pênalti, garantiu mais um título para o clube.

Essa foi a 39ª conquista do Cruzeiro no Estadual. No último ano, o próprio time de Mano Menezes havia vencido o rival, que teve a última conquista só em 2017.

Quando enfim os ânimos dos jogadores se acalmaram depois de diversas discussões, os times lembraram de jogar futebol. O gol dos atleticanos saiu aos 29 minutos do primeiro tempo, com Elias. Depois de boa defesa de Fábio, o volante ganhou do lateral Dodô e cabeceou para as redes.

Com outro gol de desvantagem (havia perdido o primeiro jogo por 2 a 1), a Raposa se viu obrigada a partir para cima. Rodriguinho e Robinho exigiram bastante do goleiro Victor. Na saída para o intervalo, Mano reclamou demais da arbitragem por conta de supostas entradas violentas dos adversários. Mas, no final, foram os atleticanos que tiveram motivos para duvidar de uma marcação capital.

  Cruzeiro conquistou título contra Atlético-MG com 2 a 1 e 1 a 1 nas finais Dudu Macedo/Folhapress - 20.4.2019

Em uma partida com tantas polêmicas, um lance decisivo haveria de ter a interferência do VAR. Aos 31 minutos da etapa final, Pedro Rocha se livrou dos zagueiros na área até que a bola tocou no braço do zagueiro Leonardo Silva. Depois de consulta ao vídeo, o árbitro Leandro Bizzio Marinho assinalou pênalti quase três minutos depois. Na cobrança, Fred empatou a partida em meio aos protestos.

Como não poderia deixar de ser, os minutos finais foram verdadeiramente dramáticos. O time do interino Rodrigo Santana pedia pressa, enquanto os cruzeirenses tratavam de segurar o resultado. No contra-ataque Thiago Neves e Pedro Rocha cuidavam da bola para esperar o título, esse de forma invicta.